quarta-feira, 12 de outubro de 2011

lol



eh eh eh...
Acham que somos assim tão fúteis? nop...
No fundo só queremos homens fortes, seguros e, ao mesmo tempo compreensivos que nos queiram tal como somos. 
Partindo de experiências de pessoas conhecidas, e minhas também, posso afirmar que, até certa altura das nossas vidas, podemos idealizar muito os homens, traçar um certo perfil idealista, utópico e algo fútil até. Mas a determinada altura, à medida que a vida vai mostrado a realidade humama tal como ela é, passamos a descer os ideias utópicos e a assumir uma outra perspectiva mais realista e verdadeira. 
Volto a repetir, prefiro olhar para a personalidade de um homem e "sentir" o afecto dele por mim, do que ter um peça oca que seja "rich, charming, famous and good looking"!

Homens nãos nos tomem por parvas a vida toda!!!!







terça-feira, 11 de outubro de 2011

Uma forma de amar!

"Eat Pray and Love"


If I love you, you can have everything. You can have my time, my devotion, my ass, my money, my family, my dog, my dog's money, my dog's time - everything. If I love you, I will carry for you all your pain, I will assume for you al your debts (in every definition of the word), I will protect you from your own insecurity, I will project upon you all sorts of good qualities that you have never actually cultivated in yourself and I will buy Christmas presents  for your entire family. I will give you the sun and the rain, and if they are note available , I will give you a sun check and a rain check. I will give you all of this and more (...)
 Elizabeth Gilbert 
("Eat Pray Love")


Quando li este livro, o excerto citado prendeu a minha atenção...
De certa forma, identifiquei-me com esta forma de amar. Esta forma de amar "ou TUDO ou nada". É total devoção, ou então é nada. Se é uma forma de amar algo possessiva, demasiado intensa e alienante... pois, que seja. Vida sem paixão pela pessoa que caminha ao nosso lado, não é vida!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Leituras...

À procura, procura do vento. Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque aminha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho , contra mim próprio. Eu quero. Eu sou capaz de expulsar o Sol  da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer. Porque a minha força é imortal.

José Luis Peixoto
"Cemitério de Pianos"

(nota-se que gosto de ler os livros deste autor? ah, pouco... pois...)


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Anamnese

Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. A  partir dos meus dezasseis anos, conheci muitas mulheres , senti algo por todas . Quando lhes lia no rosto um olhar diferente , demorado, deixava-me impressionar e, durante algumas semanas , achava que estava apaixonado e que as amava. Mas depois o tempo. Sempre o tempo como uma brisa. Um aragem suave, mas definitiva, a empurrar-me os sentimentos, a deixá-los lá ao fundo e a mostrar-me na distância que eram pequenos, muito pequenos e sem valor . E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho a ver as coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha  apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras.

José Luis Peixoto
"Uma casa na escuridão"


Lembro-me perfeitamente da primeira vez que disse "Amo-te" a alguém. Arrependi-me! Este excerto fez-me recordar  esse episódio da minha vida (parece-me que foi há uma eternidade, dada a minha nova fase de vida)...

Estava numa fase algo caótica da minha vida, em que tinha consciência que devia mudar e tomar um rumo diferente. Mas não sabia como. Parecia que quanto mais tentava lutar por oportunidades a nível profissional mais perdida me sentia. A vida sentimental era simplesmente vazia. Ainda continha resquícios de uma relação com um final muito azedo e doloroso. Até que apareceu uma certa pessoa... O olhar era demorado, as conversas eram igualmente demoradas tudo era pretexto para estar ali a conversar. Mais do que atracção, aceitei de bom grado (e de forma completamente inconsciente) a atenção que recebia porque simplesmente estava carente.
A prova deste facto veio relativamente pouco tempo depois. Lembro-me que após a nossa milionésima discussão (sim, havia uma espécie de química que tanto nos fazia sentir atraídos um pelo outro, como tão depressa funcionava como potenciador de discussões em que havia acusações de ambas as partes)  e num estado de ansiedade e nervos, disse um "amo-te" algo sumido e trémulo... Simplesmente tinha medo de perder aquela companhia que me fazia rir. 
Senti-em desconfortável quando o disse. Foi aí que soube que ele não era a pessoa certa para mim. E eu não era a pessoa  certa para ele. Reconhecer isto foi um acto racional. Mas a dependência física e emocional prolongou mais a situação. Deixámos de nos falar por completo quando a dor infligida mutuamente atingiu um limite incomportável. Eu queria (e quero!) viver.
Se voltei a dizer essa palavra a essa pessoa mais alguma vez? Não, não fui capaz...

Este foi apenas um episódio da minha vida. Mas com uma importância tal que me fez despertar e tomar consciência de mim mesma e das escolhas que faço... 

Se tudo fosse a preto e branco, as coisas seriam bem mais fáceis de distinguir...









quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Volta e meia sente-se novamente os dias a ficarem mais frescos, mais frios e cinzentos...
Hoje estou um bocado assim... Não sei explicar este sentimento de vazio e de falta de encaixe que às vezes me invade. Ah como eu preciso de um bom abraço, daqueles bem apertados, capaz de nos "aquecer"...

Sunny day!

Hoje tivemos mais um dia de sol, quase que a chamar o Verão de volta :)


Mas talvez não seja só por isso que me sinto com este espírito... Pese embora algumas pequenas chatices e pequenos amuos (passageiros), ELE consegue sempre iluminar o meu mundo apenas com um simples sorriso aberto, espontâneo e sincero. Ele é o meu Sol e eu sou a Lua dele... can't live without each other...

e pronto, termino o meu dia com este rasgo de romantismo (não me cosidero romântica, mas romantismo q.b. faz sempre bem...)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

primeiro passo...

... bem, não sei ao certo no que é que me estou a meter ao criar este pequeno espaço (o meu cantinho), que já é tão vulgar para muitos cibernautas! Mas como em tudo na minha vida decido seguir em frente e" ver no que vai dar". Sempre foi assim, a dar um passo mais direito outro mais torto, como que a andar a tatear num corredor pouco iluminado. Mas para a frente é que é o caminho!

Pois bem, decidi ter um lugar onde posso escrever "sobre tudo e nada ao mesmo tempo" sem ser julgada por isso... Aqui terei liberdade de expressão para pensar, para criar histórias e ilusões, para contar estórias, para louvar, insultar (mas com racionalidade e, vou tentar prometer, sem palavrões) e eventualmente desabafar (sim, porque podem vir com filosofias, mas toda a gente acaba por se servir de um blogue pessoal como se fosse um diário pessoal...)


... dia após dia... vamos lá ver no que vai dar... espero que este exercício de escrever só para mim, me sirva como companhia e terapia do riso!... eh eh