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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

São Martinho da infância é que era...


Ontem celebrou-se o dia de São Martinho. 
O dia foi passado com uma visita à terra do namorado. Claro que as castanhas não podiam faltar.
As castanhas foram assadas mesmo na brasa e isso fez com que tivessem um aspecto parecido com as castanhas da foto. 
Tal imagem me fez lembrar o magusto da minha infância! Celebravamos o magusto na escola primária. Cada aluno trazia uma certa quantidade estipulada de castanhas, que acabavam por ser assadas na enorme fogueira que se fazia no recinto da escola (sim, ateava-se uma fogueira na minha antiga escola primária, não sei se hoje ainda se vê cenário semelhante). O dia era destinado a celebrar o São Martinho, mas para nós crianças era mais um pretexto para brincarmos e não ter aulas com a professora Luísa. No final, depois das castanhas term sido dividas e comidas pelos alunos, "pintávamos" as caras uns dos outros com o carvão da fogueira. Aí a brincadeira já se assemelhava a um "esconde esconde", tinhamos de conseguir fugir e esconder dos grandes para não nos pintarem ainda mais a cara...

Outros tempos... Só o sabor da castanha mantém-se o mesmo!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O album...




Antes quando se queria reviver as recordações de família e amigos, recorria-se sobretudo ao velho album de fotografias. Era ver as páginas, uma a uma com as fotos a mostrar sinais da passagem do tempo...

Hoje à tarde, eu e a minha mãe recorremos não ao nosso album de fotografias mas sim ao nosso disco externo, onde estão quase todas as nossas fotos de há 10 anos (mais ou menos) para cá. Os tempos são outros e imprime-se menos fotos em papel, mas em formato digital o número ultrapassa o nº de fotografias analógicas que a minha mãe já tirou com a máquina dela.

Ainda assim, prefiro os albuns com fotografias impressas!

sábado, 2 de junho de 2012

Porque ontem foi o dia da criança...

quando era "pikena" :)
Saudades da boa vida e da minha doce infância!...
Posso dizer que, apesar de tenra idade sabia que os meus pais tinham uma limitação, eu não sofri com isso. Pelo contrário, cresci com mais sentido de responsabilidade e com uma visão mais realista sobre as pessoas. Desde cedo compreendi que as pessoas não devem ser julgadas pela aparência e sim pelo que valem, que pessoas com limitações conseguem ter uma vida normal, mediante alguns ajustamentos, e conseguem transmitir bons valores (igualdade, espírito de entre ajuda, compreensão e, acima de tudo, respeito).
Fui uma criança feliz, sem roupas caras (muitas roupas até me foram dadas porque já não serviam a algum primo/a), sem activades extracurriculares, sem viagens ao estrangeiro, sem férias passadas em colónias de férias, e a lista podia continuar...
Fui uma criança feliz porque chegava da escola fazia alguns trabalhos de casa (ou não) e ia brincar com outras crianças vizinhas na rua onde morava. Brinquei muito, esfolei joelhos! Aventura-me nos montes (com o meu irmão e outros coleguinhas) perto de casa, onde tentavamos fazer pequenas cabanas, subíamos até ao ponto mais alto para ver a nossa localidade bem pequenina lá em baixo. Sujei-me muito... Não sabia o que eram consolas de jogos ( e ainda bem...)
Agradeço por não ter passado por uma infância de abundância e pelos pais que tive. Por estes factores, considero-me uma pessoa com uma moral, talvez um pouco elevada e pouco flexível. Sou acima de tudo produto da minha infância, da qual gosto muito, e sei que apesar da adaptação constante a novas realidades que vão surgindo na vida, na minha essência eu serei sempre a mesma!

Sweet childwood

quinta-feira, 22 de março de 2012

Flash back

Lembrei-me hoje de um pequeno episódio caricato que aconteceu durante uma viagem ao Alentejo no verão passado.

Foi em Évora, mais propriamente perto do templo de Diana. Estavamos a tirar fotos e de repente vimos um carro a contornar uma curva e a vir na nossa direcção... Apercebemo-nos que o caminho de paralelos era uma estrada, Ops!... O carro abrandou um pouco mas o condutor já estava a gesticular com muita "energia" para sairmos da frente. Assim o fizemos, então o meu namorado pediu desculpa "Olhe desculpe!" 
A resposta imediata que o condutor muito apressado atirou foi um "Vai-te f***r!" e seguiu em frente.

Sempre que me lembro deste episódio, rio-me. Esta situação contada não tem piada nenhuma, mas guardo na memória os trejeitos do homem...

Ai, ai como eu gosto deste Tugalinho à beira mar plantado...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Neste frio de Inverno, estou para aqui a rever as fotos que foram tiradas no Algarve, na concentração de Motards...
Eu o namorado, a irmã dele e um amigo tinhamos ido ao Algarve de propósito para ver Iron Maiden!!!!!
Recordo-me do excelente concerto que foi! Foi espectacular vê-los ao vivo!
Mas recordo-me sobretudo do calor abafado que se fazia sentir, das cervejas que se beberam umas atrás das outras sem dar por elas (eu nem sou muito apreciadora de cerveja, mas bebi muito naquele dia...).
Foi um bom bocado... Sinto saudades de voltar a ser "eu"!!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Memórias




Tenho memórias do meu Natal de infância.

Costumava passar o Natal numa aldeia dos arredores de Braga com a família da parte da minha mãe. A minha avó materna ainda era viva.
Não recebia muitos presentes. Nunca fui habituada a receber prendas, e actualmente faz-me confusão a "quase" obrigação de se comprar muitas prendas para as criancinhas... Adiante
A casa dos meus avós era a típica casa de aldeia, feita em pedra e com uma grande lareira rústica na cozinha larga. A lareira esta sempre acesa para aquecer do frio e também para aquecer, por exemplo água (o hábito de cozinhar na lareira foi-se perdendo com o fogão a lenha). A mesa era alterada para um sítio maior, à qual se acrescentava mais uma mesa, ou duas até, para caber toda a familia.
Na altura brincava muito com os meus primos. Comíamos aletria, rabanadas (mas ninguém bate as rabanadas da minha mãe!), mexidos e outros doces até nos fartarmos. Íamos à missa logo de manhãzinha...
Pelo que me lembro eu conseguia sentir o calor do Natal nessa altura, porque a família se reunia, tinha uma lareira acesa onde no final da noite de consoada, aqueciamos as pinhas para depois comermos os pinhões, porque era divertido estar com os meus primos...

Agora olho para trás, e parece que foi outro tempo.
Entretanto a minha avó faleceu há quase 8 anos. Cada núcleo ( a minha mãe tem mais 8 irmãos) optou cada vez mais, por celebrar a consoada em casa, só nos reunimos a sério no dia 25. E quando nos reunimos já não é a mesma coisa... Não vejo a lereira acesa, o meu avô está muito doente, não se lembra de nós, parece que está lá e não está... Eu e os meus primos somos adultos com percursos de vida diferentes.

Agora tenho um Natal diferente, nem melhor nem pior, apenas diferente. Até arranjamos um pequena tradição eu e a minha mãe: fazer os doces de Natal juntas (bem ela faz a maior parte e eu lá vou petiscando eh eh...).
Hoje ela já se antecipou, e foi tão bom acordar de manhã e sentir o cheiro a canela... Comer uma rabanada acabadinha de fazer e ver a aletria a ser preparada (ainda apanhei esta parte). De tarde esperam-me as decorações da aletria com a canela em pó e colocar nas rabanadas açucar em pó e canela... Ai!!!!!!!!!

Tenho um Natal diferente do da minha infância é certo, mas tenho um Natal confortável, junto das pessoas que eu mais amo. Não preciso da troca de prendas ou de muita gente para estar bem...
Natal é isso mesmo, desfrutar da companhia das pessoas que mais amamos!!!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

teenage stuff..





Pois é...
Ville Valo completou 35 aninhos dia 22 e Novembro, ou seja ontem!...

Eu tive a "companhia" deste senhor durante a minha adolescência e parte de início da minha vida adulta.
Posso dizer que ainda gosto muito deste cantor, mas confesso que já não o ouço com a intensidade de outrora...
Posso dizer que as músicas dos HIM me transportam para uma fase da minha vida em que era completamente ingénua, sonhadora, cheia de ilusões e completamente virada para o meu mundo interior.
Fico nostálgica a pensar nessa fase quando ouço alguma música deles, mas não gostava de voltar a viver essa fase.
Trata-se de uma fase em que vivi muito para dentro de mim própria ao invés de gozar a minha adolescência como qualquer teenager. Mas a verdade é que na maior parte do tempo sentia-me como se fosse um bicho do mato e um peixinho fora de água, era na maneira de lidar com os rapazes (era muito tímida e receosa, muito mais tímida do que hoje..), era na maneira de vestir, era nas saídas à noite (não eram muitas porque não havia muito dinheiro para alinhar no programas de jantar mais cinema mais bar/disco)... pura e simplesmente só conseguia identificar-me com pouquissímas pessoas. Achava que ninguém me compreendia...
Sim era aquela jovem problemática que achava o mundo um lugar estranho e incompreensível. Por isso ouvia muita música HIM, Nightwish... entre outras bandas que tinham o poder de me "transportar" para outro lugar em que me sentia realmente amada, aceite, única e compreendida. Ficava em paz e aliviada quando ouvia a voz de Ville Valo.


O meu namorado não compreende o meu entusiasmo e fascínio por Ville Valo, pois ele só me conheceu muito tarde, já eu era um jovem mulher feita (com as suas questões pessoais quase resolvidas). Ele não viveu de perto a minha adolescência. Pode saber como é que eu vivia e em que contexto eu estava inserida mas por não ter vivido a mesma realidade não compreende (nem eu estou à espera que compreenda...)

Ville Valo Happy Birthday!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

a ouvir música deste género...


Gene Loves Jezebel -" Break The Chain"

 Love it!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! às vezes acho que nasci na década errada... lol