quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Coisas que não entendo (e não aceito)

Sexta feira terá lugar uma convenção da empresa em Lisboa.
Os colaboradores do Porto têm viagem paga até Lisboa para um comicío que oferecerá almoço (uma espécie de cocktail, a avaliar pela última convenção) lanche e jantar que se prolonga até altas horas.

Não entendo como é que uma empresa que está ferozmente a cortar nos custos e principalmente na mão de obra, faz um evento de dimensão considerável para toda a empresa (tanto a delegação do Porto e Lisboa). Ao todo vão estar presentes mais de 300 colaboradores.

É contraditório com a situação que actualmente atravessamos. De facto, estou a ver pessoas competentes a serem dispensadas porque simplesmente não há lugar à passagem de pessoal para os quadros. Mais do que nunca, estamos a assistir ao recrutamente de temporários que são perfeitamente dispensaveis (como se fossem objectos) quando a empresa bem entende. Além disto, se for necessário, voltam a buscar essas mesmas pessoas dispensadas para colocá-las num outro departamento na condição de... temporárias, novamente.


O que é isto, geração de temporários?

A empresa está com receio de efectivar pessoal para controlar melhor os seus "objectos" de trabalho. Com efeito, um temporário não tem tantos direitos como um efectivo. Pelo que vejo na empresa o colaborador efectivo reivindica mais, "fala" mais quando não está contente com alguma situação. Por sua vez, o temporário tem tendência a retrair-se mais devido à sua condição instável. Em suma, estou a falar da empresa actual, que é semelhante a tantas outras. É muito mais fácil manipular pessoas em trabalho precário...

Fico com o coração nas mãos quando vejo colegas que entraram comigo a serem dispensados de forma fria, como se não prestassem mais. São dispensados sem grandes justificações. E a mensagem nem é transmitida pelo responsável de departamento, mas pelo responsável de equipa ... Pode acontecer comigo ou com qualquer pessoa...

E lá vem mais uma convenção, em que mais uma vez os "grandes" nos vão atirar areia para os olhos. São muito bons de aparência, estes senhores/as...

2 comentários:

  1. É horrivel pensar que somos tão descartáveis não é?Depois de ter sido mãe,é que vi isso.Ninguém me disse que não me quer no trabalho,mas a solteira,sem filhos,tão formada como eu mas a ganhar o ordenado minimo é muito mais apetecivel!!Dá-se tanto e no fim...para nada.Continuando a sorrir,é o melhor.Beijinhos
    P.s.-Gosto das divagações

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  2. É horrivel penar que somos objectos sim... Ainda não fui mãe, mas tenho colegas que o já o foram e pelas palavras delas duduzo que tenham sentido o mesmo que tu.
    A questão é que a jovem licenciada que ganha o salário mínimo acaba por se sentir frustrada com o passar do tempo. Ela vê que funciona muito bem para ser temporária, mas não para se tornar efectiva...
    Mas lá está, temos de enfrentar cada desafio com um sorriso!
    Mts bjnhs
    Obrigada!

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